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Na Semana Andersen nossos sonhos foram reais!!!

18/04/2011

Era uma vez..

Um menino nascido numa casa humilde, filho de um sapateiro. Teve uma infância difícil e acabou entrando para a história com números impressionantes.

Mais de 3 milhões de óbitos (estudos recentes apontam 9 milhões).

Impressionante legado de Josef Stalin, o grande ditador.

Era uma vez…

Um menino nascido numa casa humilde, filho de um sapateiro. Teve uma infância difícil e acabou entrando para a história com números impressionantes.

Mais de 150 contos infantis traduzidos para diversas línguas (aproximadamente 90 idiomas).

Impressionante legado de Hans Christian Andersen, o grande escritor.

Ambos revolucionários, cada qual – pelo bem, pelo mal – chegou ao seu final.

Da ponta da espada aos pesadelos.

Da ponta da pena aos sonhos.

Fim.

Stalin, segundo registros de sua mãe, refugiava-se nos vizinhos temendo o brutal comportamento do pai alcoolizado que retornava do trabalho.

Na autobiografia de Andersen, seu pai se notabilizava por contar histórias por meio de teatrinhos improvisados de papelão, encenando peças de Shakespeare com seus brinquedos.

Menos que buscar uma explicação psicossocial para os caminhos que cada par de sapatos tomaram em suas vidas, melhor me proponho a pontuar a importância de iniciativas como a Semana Andersen, realizada de forma plural pela Biblioteca que leva o seu nome.

Mais do que oportunizar a construção do saber por meio da ludicidade, seja enquanto estímulo à leitura através das diversas linguagens artísticas ou incentivo à manifestação criativa e singular de cada pessoa, a Biblioteca proporcionou a possibilidade de integração.

A desintegração do tecido social é cada vez mais sentida em noticiários tingidos pelo carmim da intolerância no trabalho, na escola, no ambiente familiar.

Lygia Bojunga, que ao lado de Ana Maria Machado, são as brasileiras laureadas com a medalha Hans Christian Andersen, prêmio internacional mais importante na literatura infanto-juvenil, já alertou que literatura é comunicação.

Integrar para melhor comunicar.

O contar histórias congrega e transmite.

Andersen, tocado pela sensibilidade característica do Romantismo, ao contar histórias para crianças reinventou um gênero em que imaginação e realidade protagonizam um equilíbrio dinâmico na busca de um ideal humanista: direitos iguais e respeito às diferenças.

Valores essenciais para a construção das subjetividades e alicerces que nos permitem ser protagonistas de nossa própria história.

O aprender a ser gente é muito mais efetivo – e gostoso – quando se dá por meio do caminho lúdico.

Citando Andersen, “… todas as vidas de homens são contos de fadas…”, e a proposta da Biblioteca contribuiu para que estes contos fossem escritos e contados, por meio das encantadoras Oficinas, da instigante Exposição “Era uma vez Andersen”, da descontração do “Acampadentro”, do inenarrável “FestivAndersen”, da generosidade de todos que partilharam suas experiências durante esta semana ímpar.

Agradeço o convite da Equipe Hans na ocasião de minha estréia no palco do Auditório da Biblioteca, em parceria com a Cia Radiophônica de Theatro e Outras Cousas; ao Grupo Piá pela despojada acolhida durante o Acampadentro; ao querido mestre Giba, pela confiança em partilhar o trabalho de criação coletiva de histórias junto aos pais.

Em particular, agradeço a presença de cada uma das crianças, cuja emoção na descoberta de cada conto mostra ter valido a pena a opção pelos sonhos.

…. Homero Urizzi

Postado por: Equipe Hans

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6 Comentários
  1. elisabete permalink

    O texto informa e sensibiliza…

    Simplesmente adorável!!!

  2. davi permalink

    Interessante a visão do autor acerca da semana de homenagens.
    Explora um tema tão antigo com uma perspectiva muito atual.
    Gostei.

  3. Nathália permalink

    O autor nos mostra o quão importante são os contos na vida de um ser humano, podendo transformar momentos ruins em boas por um instante, como exemplo um grande filme chamado “A vida é Bela”.

    Parabéns!

  4. Kaka permalink

    Muito bem, Homero!
    Continue soprando essa brisa que foge do lugar-comum.

    Um grande beijo.

    ps: você ficou muito bem de ‘rei’ na peça infantil, super ‘fashion”…rs

  5. Homero Urizzi permalink

    Grato pela gentil acolhida nos comentários.

    É a Biblioteca Hans promovendo a convergência entre nossas histórias…rs

    Homero Urizzi

  6. carlos permalink

    E aí, blz?
    Peço permissão ao autor para utilizar o texto em pesquisa que estou fazendo na escola.
    Você é o cara!
    VAleuuuu!

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