Skip to content

Um breve pesquisa sobre Literatura de Cordel

22/06/2012

“A partir do século XVIII, os folhetos de feira, chamados em Portugal de “folhas volantes” ou “folhas soltas”, passaram a ser conhecidos também como literatura de cego, devido a uma lei promulgada por Dom João V, autorizando o comércio dos folhetos pela Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa.”(MORENO,2007)

Os primórdios da literatura de Cordel vem da Idade Média. Tem origem no trovadorismo e nasceu na Península Ibérica. No começo, penduravam-se em  barbantes (cordel) os livros da tal literatura, daí seu nome. Depois eles passaram a ser vendidos espalhados pelo chão (numa toalha) ou em um balaio.

Muitos anos após o uso simples da disposição dos livrinhos, passaram a ser vendidos em bancas de jornais e revistas e em livrarias.

O folheto de cordel adaptou-se no nordeste brasileiro, dele se espalhando para todo o Brasil. Inicialmente era impresso em tipografia e papel jornal, sendo ilustrado por xilogravuras, contendo 8,16, 32 ou 48 páginas.

Num tempo remoto as obras de cordel serviram a alfabetização de muita gente. Muitos se tornaram poetas cordelistas ao se alfabetizarem, por meio dos tais livrinhos. A década de 1950 foi o período do apogeu da literatura de Cordel, depois sofreu declínio e atualmente encontra-se em evidência, sendo estudada até em universidades.

“No Brasil, os folhetos chegaram com os colonizadores já no século XVI, entretanto, só a partir do final do século XVIII e início do século XIX encontramos registros da poesia popular nordestina, o que quer dizer que ela existia, mas não era do conhecimento das grandes massas.”(MORENO, 2007)

Grandes estudiosos pesquisaram a literatura de cordel, entre eles Raymond Cantel, Joseph Luyten, Jean Louis Christinat, Mark Curran, Jerusa Pires Ferreira, Renato Carneiro Campos, Liedo Maranhão, Vicente Salles, Ribamar Lopes, Sebastião Nunes Batista, Câmra Cascudo, Leonardo Mota, Manuel Diegues Júnior, Manuel Cavalcanti Proença e Lêda Tâmega Ribeiro.

O poeta cordelista Leandro Gomes de Barros é considerado o primeiro sem segundo na arte cordelísta. Até Carlos Drumond de Andrade o valorizou. Merecem destaque os poetas Silvino Pirauá, João Melquíades Ferreira, João Martins de Athayde, Antônio Teodoro dos Santos, Minelvino Francisco Silva, Manuel D´almeida Filho, Cícero Vieira, José Camelo, Mestre Azulão, Delarme Monteiro, Francisco das Chagas Batista, Manuel Pereira Sobrinho, Apolônio Alves dos Santos, Francisco Sales Areda, Severino Borges, Severino Gonçalves de Oliveira, Natanael de Lima, Pedro Rouxinol, Enéias Tavares dos Santos, Firmino Teixeira do Amaral, João Firmino Cabral, Joaquim Batista de Sena…e muito outros..

Dentre as grandes obras de cordel, cuja quantidade é quilométrica, destaco o Pavão misterioso, Juvenal e o Dragão, A intriga do cachorro com o gato, O valente Zé Garcia, Coco Verde e Melancia, A filha de um pirata entre a espada e a sorte, O prínciep do Barro Branco e a princesa do Reino do vai não torna, Rosa de Milão, Pedro Cem, O cachorro dos mortos, O príncipe Oscar e a rainha das A´guas, João Acaba mundo e a Serpente negra, Os martírios de Genoveva, As três princesas encantadas, Bedrnardo e GenevraOs cabras de lampião….e muito mais…

Os repentistas também se enquadram na literatura de cordel. A principal diferença deles para os outros poetas do gênero é que eles criam o verso na hora, de repente, e cantam, daí o nome repentista, ao passo que os outros, chamados poetas de bancada, só escrevem. Não improvisam. Entre os grandes repentistas encontram-se Severino Pinto, Lourival Batista, Dimas Patriota, otacílio Batista, Sebastião Marinho Silva, Dedé Lourentino, Moacir Laurentino, Fenelon Dantas, Ivanildo Vila Nova, Zé Francisco, Andorinha, Inácio da Catingueira, Cícero Bernardo, Fabião das Queimadas…entre outros…

Ainda na arte cordelística pertencem os coquistas e os aboiadores. Dentre os primeiros destacam-se Caju e Castanha, Azulão, Golado, Geraldo Mousinho, Cachimbinho e Lindalva e Teresinha. À classe dos aboiadores pertencem Vavá Machado e Marcolino, Galego Aboiador, Manezinho Aboiador e Zé de Zilda.

Mais informações consulte:

  • Cordel: Leitores e Ouvintes de  Ana Maria de Oliveira Galvão
  • O que é Literatura de Cordel de Joseph Luyten
  • Breve história da Literatura de Cordel
  • A literatura de cordel em São Paulo de Joseph Luyten
  • http://interpoetica.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto produzido por Cícero Pedro de Assis (Poeta Cordelista e funcionário da biblioteca)

About these ads

From → Uncategorized

3 Comentários
  1. eu nao entendi nada disso

  2. foi muito bom

  3. celio permalink

    o trabalho e pra a escola kkkkk

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 103 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: