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Riscos e Rabiscos

16/05/2011

RISCOS E RABISCOS

 

ERA UMA VÊZ, uma casa que tinha um lindo jardim

Ali morava uma menina que quando brincava de boneca

Fazia uma cabana que parecia uma OCA, gostava muito

De milho e sempre fazia pipoca, Sua mãe a levava todos os domingos

À igreja, mas Carol não era Carola. Ia sempre com a irmã à escola

E tinha como robi rabiscar os cadernos.

Dona Escolástica sua mãe deduziu que poderia ser um dom;

Seria Carol uma Artista? Arquiteta? Desenhista?

Karina sua irmã queria ser professora.

Carol queria brincar, passear, rabiscar.

Dona Escolástica resolvera num curso de desenho matriculá-la

Era o primeiro dia de aula e Carol se deparou com uma parafernália de instrumentos.

Quase cirúrgicos, não sabia por onde começar.

Se pegava o esquadro, régua, triângulo, retângulo; tenta sem sucesso encaixar seus rabiscos.

E passo a passo com o compasso, Carol seguia seu curso contornando com esperteza os minutos de atraso, falhas e faltas como os contornos de um desenho mal acabado.

Certo dia recebeu uma missão quase impossível, desenhar uma paisagem e emoldurá-la fazendo um quadro.

Desenhou flores no caminho, o sol, desenhava lentamente mas não estava calma, desenhou algumas pedras talvez temesse ao completar a paisagem findar suas brincadeiras.

E sonhos ainda não sonhados.

O professor solicitava que terminasse o desenho mas Carol ainda estava a contornar no desenho as pedras.

Creio que temia sentir-se presa dentro da paisagem emoldurada, ou quem sabe, desejasse libertar-se para criar novos quadros

Envolvidos em emoções novas e resolveu então que iria emoldurá-lo sonhava sonho de liberdade e à mão livre pintar modernos quadros, desconexos ou geométricos com rabiscos tortos ou alongados a lembrar coisa engraçadas.

Poderia ainda desenhar pedras não contornadas;

Que cada um a olhar admirasse a beleza

De acordo com a forma ali contida ou o sentimento transmitido que estivesse impreguinado em cada traço.

E em modernas pinacotecas encontrar o seu espaço.

Autora: Meranuzia Silva Oliveira

Nasceu em 31/08/1952 na cidade de Piritiba-BA.

É oficial de justiça, participou do livro XXI Antologia de poetas e escritores do Brasil-1999 volume XXXIV com crônica: “Eu e as estações”.

Destaque especial do XX concurso nacional de poesia para a revista Brasília, com a poesia “Tempo”.

Participou da antologia literária escrita para  um novo milênio com a poesia “Desamor”, antologia elaborada pela casa do novo autor S.P. da Litteris Editora LTDA em 2001.

Além de tudo é uma das usuárias mais frequentes da Biblioteca Hans Christian Andersen!!!

 Postado por: Equipe Hans

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